Cada dor dói menos em abraço
E não há frio, nem angústia
e nem cansaço...
É possível ver além
O que não percebe mais ninguém
E sorrir do desconhecido
Como quem já viu a maior surpresa
E brincar com todos os sorrisos
Como quem confirma a maior promessa.
Daí, se sabe que todo abraço é um elo
E que sempre há braços para amparar
Mesmo que de longe possam estar.
Porque cada abraço é um pedaço de amor
E todo amor, um pedaço de cada ser.
E não há abraço que seja amor em pedaços
Abraço que faça o bem perecer
Porque, se abraço é amor,
Só foi feito pra crescer.
O poeta não precisa estar vivo nem morto, ou que esteja os dois ao mesmo tempo.
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terça-feira, 17 de maio de 2011
Maquete
Passo por passo
E em cada esquina
Um embaraço.
Não se vê da horizontal
Só de cima ou só por baixo.
E tudo que era pensamento
É agora ação
Mecânica, mecânicos.
Somos focados e,
por isso, desfocados.
E os carros são de papel
E todo ser se derrete
Só não se vê quem assiste
E comanda
Esta louca, desenfreada
Maquete.
E em cada esquina
Um embaraço.
Não se vê da horizontal
Só de cima ou só por baixo.
E tudo que era pensamento
É agora ação
Mecânica, mecânicos.
Somos focados e,
por isso, desfocados.
E os carros são de papel
E todo ser se derrete
Só não se vê quem assiste
E comanda
Esta louca, desenfreada
Maquete.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Alvorada
A cada manhã um milagre
Tão grande quanto o entardecer
De novo um recomeço
Que anseio em conhecer
Os passos se alternam
Dizendo o que vai ser
E na dança matutina
Tudo vejo engrandecer
Doce chuva ainda lava
Qualquer resquício de dor
Leva consigo os dissabores
E deixa o nobre, lindo amor.
Tão grande quanto o entardecer
De novo um recomeço
Que anseio em conhecer
Os passos se alternam
Dizendo o que vai ser
E na dança matutina
Tudo vejo engrandecer
Doce chuva ainda lava
Qualquer resquício de dor
Leva consigo os dissabores
E deixa o nobre, lindo amor.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Espelho
Digo que te amo
Você sussurra o mesmo
Devolve o sorriso
A carícia preferida
Brinca com meus olhos
Mantendo firmes os seus
Cada movimento é recíproco
Cada lado é o outro
Cada um, a continuação
Mas frio como vidro
Desdenha a minha escolha
Vejo como é mais simétrica
A sua outra imagem
De repente o firo
Se quebra
Só me viro
Não mais me vê
Você, lacerado
E eu, doente.
Você sussurra o mesmo
Devolve o sorriso
A carícia preferida
Brinca com meus olhos
Mantendo firmes os seus
Cada movimento é recíproco
Cada lado é o outro
Cada um, a continuação
Mas frio como vidro
Desdenha a minha escolha
Vejo como é mais simétrica
A sua outra imagem
De repente o firo
Se quebra
Só me viro
Não mais me vê
Você, lacerado
E eu, doente.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Limite
Não diga que forte é a luz
E triste é a escuridão
Também maléfico é o equilíbrio
que traria essa impressão
É certo que se completem
Mas não que haja um só noite-dia
É a distância, o porém
Aquilo que os diferencia
E se não for a noite mais que um dia
Não haverá lógica nas sucessões
E se não houver dia após as noites
Não haverá paz nos corações
Pois somente com o fim
um começo se descortina.
E triste é a escuridão
Também maléfico é o equilíbrio
que traria essa impressão
É certo que se completem
Mas não que haja um só noite-dia
É a distância, o porém
Aquilo que os diferencia
E se não for a noite mais que um dia
Não haverá lógica nas sucessões
E se não houver dia após as noites
Não haverá paz nos corações
Pois somente com o fim
um começo se descortina.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
"Que sempre dê frutos"
Prossiga verde, figueira
Não irá se desmanchar
Não é sua a culpa
De com as estações mudar
Está aí uma parábola
Que não posso interpretar
Por que mais um fruto é proibido?
Não bastava esperar?
Os frutos virão, tão certos quanto o dia
E se a noite se prostrar eterna
Ainda haverá o frescor
E a paisagem de alegria
Não seque porque lhe ordenam
Nem todos os frutos servirão ao corpo
Mas ainda podem engrandecer a alma
Figos, figurem-se eternos
Mesmo em sua lembrança
Se até se movem as montanhas
Por que não figos como herança?
Não irá se desmanchar
Não é sua a culpa
De com as estações mudar
Está aí uma parábola
Que não posso interpretar
Por que mais um fruto é proibido?
Não bastava esperar?
Os frutos virão, tão certos quanto o dia
E se a noite se prostrar eterna
Ainda haverá o frescor
E a paisagem de alegria
Não seque porque lhe ordenam
Nem todos os frutos servirão ao corpo
Mas ainda podem engrandecer a alma
Figos, figurem-se eternos
Mesmo em sua lembrança
Se até se movem as montanhas
Por que não figos como herança?
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Recusante
Dizer-me que a ternura é teu céu?
Que teu amor encabula e te restringe?
Do que estás a brincar?
De verdades meu mundo se faz
Embora o fantástico seja a lei
Não posso dizer que aqui há
Mais do que já considerei
Seria um jeito sacana de falar
Que do fel ou mel, nada me fez melhor
Que nem o fogo nem a água
Mudaram meu ser
Que nada há mais para querer.
Deixarei que mais um silêncio me entorne
Porque descobrir não trás o sim
Então, não me descubra.
Até mesmo as raízes verdes
As negativas sufocam.
Que teu amor encabula e te restringe?
Do que estás a brincar?
De verdades meu mundo se faz
Embora o fantástico seja a lei
Não posso dizer que aqui há
Mais do que já considerei
Seria um jeito sacana de falar
Que do fel ou mel, nada me fez melhor
Que nem o fogo nem a água
Mudaram meu ser
Que nada há mais para querer.
Deixarei que mais um silêncio me entorne
Porque descobrir não trás o sim
Então, não me descubra.
Até mesmo as raízes verdes
As negativas sufocam.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
In memoriam
Na foto o seu riso
Escondido pelas linhas do rosto
Que sei bem onde enxergar
Me afagam dizendo
Que tudo está em seu lugar
Mas está tudo torto
Porque você não é mais
E não mais será
Virando fantasma
Fez-me fixar
Não como lembrança que um dia vai passar
Mas como a presença que não vai me deixar
Incorpóreo, jamais esteve tão vivo
Vejo-o em todo lugar
Preocupada, não saudosa
Sinto-me oscilar
Oh, vida, por quê?
Obrigou-me aos silêncios
Que alimentam meu desespero
Que me afastam e escondem
Silêncios que não se calarão...
Talvez sejam o preço
deste estranho coração.
Escondido pelas linhas do rosto
Que sei bem onde enxergar
Me afagam dizendo
Que tudo está em seu lugar
Mas está tudo torto
Porque você não é mais
E não mais será
Virando fantasma
Fez-me fixar
Não como lembrança que um dia vai passar
Mas como a presença que não vai me deixar
Incorpóreo, jamais esteve tão vivo
Vejo-o em todo lugar
Preocupada, não saudosa
Sinto-me oscilar
Oh, vida, por quê?
Obrigou-me aos silêncios
Que alimentam meu desespero
Que me afastam e escondem
Silêncios que não se calarão...
Talvez sejam o preço
deste estranho coração.
Derrocada
Sentir e não sentir se entremeiam
No mesmo corpo que sofre
Será a casca mais forte que o mal?
Ou foi tomada por ele?
Ainda resta dor
Para onde quer que olhe
E as forças são pobres
Sucumbem às crenças impostas
E a luta entra em latência
Não tiraram as armas
Mas os objetivos
Tal qual em guerra sem trégua
Deixamo-nos ir
Para as valorosas medalhas
[que nada valem].
No mesmo corpo que sofre
Será a casca mais forte que o mal?
Ou foi tomada por ele?
Ainda resta dor
Para onde quer que olhe
E as forças são pobres
Sucumbem às crenças impostas
E a luta entra em latência
Não tiraram as armas
Mas os objetivos
Tal qual em guerra sem trégua
Deixamo-nos ir
Para as valorosas medalhas
[que nada valem].
sábado, 6 de novembro de 2010
Contemplação
Vejo que as nuvens sorriem
E que cada espaço é um mundo
Que há vida aqui
E há vida lá
Protagonistas e secundários
Vivemos no mesmo lar
Círculos em círculos
Ciclos e ciclos
Cada parte uma história
Cada história uma parte
E a poesia está onde o coração está
Não o que bombeia a vida
Mas o que bombeia a alma
Não o que escreve a história
Que estressa ou que acalma
Mas o que está onde a essência está.
E que cada espaço é um mundo
Que há vida aqui
E há vida lá
Protagonistas e secundários
Vivemos no mesmo lar
Círculos em círculos
Ciclos e ciclos
Cada parte uma história
Cada história uma parte
E a poesia está onde o coração está
Não o que bombeia a vida
Mas o que bombeia a alma
Não o que escreve a história
Que estressa ou que acalma
Mas o que está onde a essência está.
sábado, 23 de outubro de 2010
Desconfio
Dos sons que tilintam
E das vozes que ecoam
Do sorriso partido
E do brilho que ofusca
Do escuro que dorme
E do silêncio que não canta
Das verdades que batem
E das regras que assustam
Das histórias com final
E das retas sem direção
Dos palácios sem vida
E dos jardins sem emoção
Desconfio da mente
E de meu coração
E das vozes que ecoam
Do sorriso partido
E do brilho que ofusca
Do escuro que dorme
E do silêncio que não canta
Das verdades que batem
E das regras que assustam
Das histórias com final
E das retas sem direção
Dos palácios sem vida
E dos jardins sem emoção
Desconfio da mente
E de meu coração
Em tese
Soube do brilho do sol
Pela intensidade da chuva
Do tremer das folhas
Pelo frescor do vento
Da estrada clara
Pelo breu futuro
Da ave rara
Pelo canto estranho
Dos meus medos
Por mostrar coragem
Das minhas verdades
Por fingir o mundo
Dos pensamentos certos
Por escaparem à linha
Soube de mim
Por não me ver - em lugar algum.
Pela intensidade da chuva
Do tremer das folhas
Pelo frescor do vento
Da estrada clara
Pelo breu futuro
Da ave rara
Pelo canto estranho
Dos meus medos
Por mostrar coragem
Das minhas verdades
Por fingir o mundo
Dos pensamentos certos
Por escaparem à linha
Soube de mim
Por não me ver - em lugar algum.
Fuga
Eu não soube escolher a resposta
Pra pergunta que não formulou
E não soube dos olhos aflitos
Que o contexto enganou
Fingi-me cega e surda
Sem entender bem o porquê
Talvez a vida o mandasse
E eu fizesse sem querer
Mas talvez, ciente de tudo,
Só quisesse esquecer
Da dúvida, do medo e da dor
Que formulam esse amor
Incerto e louco
Intenso ou pouco
Que sofro com terror.
Pra pergunta que não formulou
E não soube dos olhos aflitos
Que o contexto enganou
Fingi-me cega e surda
Sem entender bem o porquê
Talvez a vida o mandasse
E eu fizesse sem querer
Mas talvez, ciente de tudo,
Só quisesse esquecer
Da dúvida, do medo e da dor
Que formulam esse amor
Incerto e louco
Intenso ou pouco
Que sofro com terror.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Sã
O vento toca deliciosamente os cabelos
Sei que poderia passar tempos e tempos assim
Na janela entre o céu e o véu
Fora e dentro de mim
Apreciando o sobrenatural a olhos míopes
Sem peso e sem dor
Ouvindo a doce melodia
Do cantar dos pássaros
Do bater de folhas
E da trilha que escolhi
Sentindo o calor emanar de meu corpo
Para aquecer o ambiente
Sentindo que estou saudável
Mesmo que doente
Transporto-me pelas nuvens de vapor
E sinto na água que me cobre
A delícia do amor
Estou aqui e não estou
Lágrimas se choram sozinhas
Junto com o sorriso que cresce
Mas cresce mais a energia
Que forte, me enternece.
Sei que poderia passar tempos e tempos assim
Na janela entre o céu e o véu
Fora e dentro de mim
Apreciando o sobrenatural a olhos míopes
Sem peso e sem dor
Ouvindo a doce melodia
Do cantar dos pássaros
Do bater de folhas
E da trilha que escolhi
Sentindo o calor emanar de meu corpo
Para aquecer o ambiente
Sentindo que estou saudável
Mesmo que doente
Transporto-me pelas nuvens de vapor
E sinto na água que me cobre
A delícia do amor
Estou aqui e não estou
Lágrimas se choram sozinhas
Junto com o sorriso que cresce
Mas cresce mais a energia
Que forte, me enternece.
Letras sem préstimo
Não escreva no ar
O que coloca como eterno
Há palavras que são poesia
E há palavras que são poeira
Que o mais leve sopro apaga
Tento recordar do que foi mesmo
A magia em que acreditei
E sonhar que foi o mundo real
Aquele que tanto amei
Mas depois que cessa a música
Percebo que foi apenas retorno de fantasias
Só porque eu enxergava nas ações
Mais do que eram
Eu vi a poesia
Você, a 'logia'
Pena, pobre cegueira
Deixou que sobrasse apenas asco.
Gostaria de acreditar que estávamos ali
pela vibração dos sons lentos
e pela luminosidade estelar
E que os jardins e flores
fossem também seu lar
Onde nos colocávamos
Somente a passear
Acreditando em novos mundos
Da vida que estávamos a cantar
Sonhos teus e meus
Todos no mesmo lugar
Só que não há magia para você
E acabou por ferir a minha
Ao me deixar de novo sozinha.
Não escreva no ar
Dizendo que o que houve foi terno
Há palavras que são poesia
E há palavras que nada dizem
Que vá além da superfície.
O que coloca como eterno
Há palavras que são poesia
E há palavras que são poeira
Que o mais leve sopro apaga
Tento recordar do que foi mesmo
A magia em que acreditei
E sonhar que foi o mundo real
Aquele que tanto amei
Mas depois que cessa a música
Percebo que foi apenas retorno de fantasias
Só porque eu enxergava nas ações
Mais do que eram
Eu vi a poesia
Você, a 'logia'
Pena, pobre cegueira
Deixou que sobrasse apenas asco.
Gostaria de acreditar que estávamos ali
pela vibração dos sons lentos
e pela luminosidade estelar
E que os jardins e flores
fossem também seu lar
Onde nos colocávamos
Somente a passear
Acreditando em novos mundos
Da vida que estávamos a cantar
Sonhos teus e meus
Todos no mesmo lugar
Só que não há magia para você
E acabou por ferir a minha
Ao me deixar de novo sozinha.
Não escreva no ar
Dizendo que o que houve foi terno
Há palavras que são poesia
E há palavras que nada dizem
Que vá além da superfície.
De novo dois
Malas postas à minha frente
A ditar o meu caminho
Guardados sonhos e lembranças
Cada um em seu cantinho
Memórias sem fotografias
Saltam das mudas mal feitas
Fico a remoer
Os carinhos e as desfeitas
Já não há laços
Nem broncas, nem cantigas
Partiram os abraços
E as verdades antigas.
Mais uma vez na estrada
Sem destino certo
Ou estrela almejada
Das luzes ao longe
Poucos significados
Sei de onde venho
Embora não saiba por que fui
As luzes me dizem que não estive só
Assim como os braços que amparam e aquecem
Mas não como os olhos que deixei
Que me derreteram e congelaram
Os olhos que ainda piscam na escuridão
Quando se fecham os meus.
Os olhos que me sorriram mais que o sorriso
E choraram mais que o coração
Pobres olhos sós
Donos da emoção
Estarão sós também os meus
Agora partidos, em solidão.
A ditar o meu caminho
Guardados sonhos e lembranças
Cada um em seu cantinho
Memórias sem fotografias
Saltam das mudas mal feitas
Fico a remoer
Os carinhos e as desfeitas
Já não há laços
Nem broncas, nem cantigas
Partiram os abraços
E as verdades antigas.
Mais uma vez na estrada
Sem destino certo
Ou estrela almejada
Das luzes ao longe
Poucos significados
Sei de onde venho
Embora não saiba por que fui
As luzes me dizem que não estive só
Assim como os braços que amparam e aquecem
Mas não como os olhos que deixei
Que me derreteram e congelaram
Os olhos que ainda piscam na escuridão
Quando se fecham os meus.
Os olhos que me sorriram mais que o sorriso
E choraram mais que o coração
Pobres olhos sós
Donos da emoção
Estarão sós também os meus
Agora partidos, em solidão.
Baile ritual
Pichações e terror
Dão lugar ao amor
Posso sentir pelo balanço do soul
Sem amarras em praça pública
Onde não importam as roupas
nem os cabelos
Se o movimento está nos pés
ou nos joelhos
Somos estranhos, somos alguns
Amando o diferente
Sendo só incomuns
Danças ao Universo
Curtidas depois que o sol se foi
Iluminando a noite do bem
Nos unimos todos
Dizendo a quem vem
Que entre nesse mundo
Que dance também
Formando um ciclo
Um círculo, um circo
De gente do além
De transe em transe
Não estamos sós
Já não somos nós
Vemos horizontes
que a rotina não tem.
Dão lugar ao amor
Posso sentir pelo balanço do soul
Sem amarras em praça pública
Onde não importam as roupas
nem os cabelos
Se o movimento está nos pés
ou nos joelhos
Somos estranhos, somos alguns
Amando o diferente
Sendo só incomuns
Danças ao Universo
Curtidas depois que o sol se foi
Iluminando a noite do bem
Nos unimos todos
Dizendo a quem vem
Que entre nesse mundo
Que dance também
Formando um ciclo
Um círculo, um circo
De gente do além
De transe em transe
Não estamos sós
Já não somos nós
Vemos horizontes
que a rotina não tem.
Experiência
Dizem-me ser a ciência dos céus
O modo de me fazer aprender
- Pena não vivê-las todas
Para que mais você possa saber.
Mas vejo de outra forma
Não quero esse poder
Como eu poderia
Sozinha, todas viver?
Para que eu quereria
Males e males sem fim
Só para poder dizer
Que mais eu sei de mim?
Experiências?
Que me sejam ciência
pela ciência allheia.
Não é sábio apenas o que semeia.
O modo de me fazer aprender
- Pena não vivê-las todas
Para que mais você possa saber.
Mas vejo de outra forma
Não quero esse poder
Como eu poderia
Sozinha, todas viver?
Para que eu quereria
Males e males sem fim
Só para poder dizer
Que mais eu sei de mim?
Experiências?
Que me sejam ciência
pela ciência allheia.
Não é sábio apenas o que semeia.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Chuva
Gota por gota
Suspiro por suspiro
Dádiva que me tira todo o mal
As estradas brilham e se escondem,
Não é preciso pompa para que continuem vivas.
O valor está na essência
Que o tempo não pode ofuscar
Os ventos não podem levar
E as capas não podem alterar.
Os sonhos são tão reais
Quanto a intensidade das crenças.
Sorrisos, a trilha mais freqüente.
E se ouve a música, mesmo no silêncio.
Renovação, meu passo preferido.
Suspiro por suspiro
Dádiva que me tira todo o mal
As estradas brilham e se escondem,
Não é preciso pompa para que continuem vivas.
O valor está na essência
Que o tempo não pode ofuscar
Os ventos não podem levar
E as capas não podem alterar.
Os sonhos são tão reais
Quanto a intensidade das crenças.
Sorrisos, a trilha mais freqüente.
E se ouve a música, mesmo no silêncio.
Renovação, meu passo preferido.
domingo, 26 de setembro de 2010
Melancolia de estimação
De novo não encontro espaço para gritar
A força da dor sem a pureza de amar
Algemada em minhas torpes escolhas
Que o senso não pôde triar
Ódio do ódio meu
Esse irá me matar.
Sem forças para um suspiro
Sem ânimo para chorar
Qual casca vazia
Estou a me olhar
Acabou-me, acabei-me.
Sem poder pra levantar.
Perdida, sem rumo, sem lar.
A força da dor sem a pureza de amar
Algemada em minhas torpes escolhas
Que o senso não pôde triar
Ódio do ódio meu
Esse irá me matar.
Sem forças para um suspiro
Sem ânimo para chorar
Qual casca vazia
Estou a me olhar
Acabou-me, acabei-me.
Sem poder pra levantar.
Perdida, sem rumo, sem lar.
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