De que vale o lamento
se alimento da alegria?
e de que vale de lágrimas
brotou o firmamento,
indiscreta ousadia?
E adianta chorar
se de nada adianta?
adianta brigar
com essa tautologia?
Alguns momentos se vão,
algumas pessoas também,
alguns morrem em vão
por nao se sabe o que, ou quem,
outros dias apenas passam,
outros não passam e tem
a eternidade das nossas lembranças.
O poeta não precisa estar vivo nem morto, ou que esteja os dois ao mesmo tempo.
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
Aanragam
O caminhar sussuro,
descampado semente.
pelo calmo arboredo,
ouço do galho a somente.
Passa um carro fumaça,
deixa em mim um vazios,
velocidade nos ares,
os quatro pneus desejo.
Estrelas cadentes discorda
cai no céu errado
no seu jardim pululam
se escondem as joaninhas.
descampado semente.
pelo calmo arboredo,
ouço do galho a somente.
Passa um carro fumaça,
deixa em mim um vazios,
velocidade nos ares,
os quatro pneus desejo.
Estrelas cadentes discorda
cai no céu errado
no seu jardim pululam
se escondem as joaninhas.
Infancia
No canto da sala de comer
o quanto é bom dizer, conversar
o encanto de ouvir histórias,
enquanto na mesa balançar
as pernas ainda pequenas,
os causos ainda inverídicos,
e tantas memória na cenas,
e o sol da tarde no rosto.
e o céu encarde o ritmo,
me ponho a brincar com agua,
ouvindo sua voz tão calma.
Às vezes me lembro da alma.
o quanto é bom dizer, conversar
o encanto de ouvir histórias,
enquanto na mesa balançar
as pernas ainda pequenas,
os causos ainda inverídicos,
e tantas memória na cenas,
e o sol da tarde no rosto.
e o céu encarde o ritmo,
me ponho a brincar com agua,
ouvindo sua voz tão calma.
Às vezes me lembro da alma.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Analgésico
Se eu sonho, não penso,
se insisto, saem palavras vãs,
tortas, sem senso,
sem extensão para a mar.
Se assim é a sina,
sem a qual não sei se vale
a pena que eu sinto
daqueles que tanto sofrem.
Se assim assassina
seus desejos mais nobres,
tampouco estricnina
quanto sustentar os pobres
tem o mesmo efeito:
o defeito de não ter.
se insisto, saem palavras vãs,
tortas, sem senso,
sem extensão para a mar.
Se assim é a sina,
sem a qual não sei se vale
a pena que eu sinto
daqueles que tanto sofrem.
Se assim assassina
seus desejos mais nobres,
tampouco estricnina
quanto sustentar os pobres
tem o mesmo efeito:
o defeito de não ter.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Lei
Desorienta o professor,
o padre e o policial,
sai ilesa da conduta,
da luta artificial
pra manter o sonho vivo,
e depois viver sem sonhar,
alugar o filho adotivo
pra contratar a babá.
Não vá fingir
que o outro é que não presta,
fingir que é infeliz,
fingir estar sempre com pressa,
mas fingir ser péssima atriz.
E diz que a vida estressa,
mas só se preocupa com seu nariz.
o padre e o policial,
sai ilesa da conduta,
da luta artificial
pra manter o sonho vivo,
e depois viver sem sonhar,
alugar o filho adotivo
pra contratar a babá.
Não vá fingir
que o outro é que não presta,
fingir que é infeliz,
fingir estar sempre com pressa,
mas fingir ser péssima atriz.
E diz que a vida estressa,
mas só se preocupa com seu nariz.
Não são lágrimas, é a chuva que cai no rosto
O meu dia anda chuvoso,
mas não de molhado que cai do céu.
Brumas que enchem meus olhos,
e o sentimento de réu,
escr*vo pra poder sentir
fora de mim o que é.
Escr*vo da senzala culta,
do negro pensamento.
Se cravo meu julgo ali,
é pelo discernimento
que, tenhamos que convir,
é o unico argumento.
mas não de molhado que cai do céu.
Brumas que enchem meus olhos,
e o sentimento de réu,
escr*vo pra poder sentir
fora de mim o que é.
Escr*vo da senzala culta,
do negro pensamento.
Se cravo meu julgo ali,
é pelo discernimento
que, tenhamos que convir,
é o unico argumento.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Ícone Icógnito
Quiseram os deuses antes,
adorar a nós, humanos,
Dourados e Intocáveis
troféis da criação,
que pelo seu tratamento
vai se envaidecendo então.
Que se passa pela cabeça,
pra se pensar que não,
a nada que aconteça,
perderá seu posto magno?
E o deus do trovão,
já até perdeu o gosto
de mandar, tudo em vão,
deletério tão insosso,
maltratar a mente humana.
E essa, pueril, insana,
se corrompe por ilusão,
vende o peixe, vende a alma,
troça sua fé como um grão,
perde o senso, perde a calma,
só não perde a admiração
pelo que ainda não conhece.
adorar a nós, humanos,
Dourados e Intocáveis
troféis da criação,
que pelo seu tratamento
vai se envaidecendo então.
Que se passa pela cabeça,
pra se pensar que não,
a nada que aconteça,
perderá seu posto magno?
E o deus do trovão,
já até perdeu o gosto
de mandar, tudo em vão,
deletério tão insosso,
maltratar a mente humana.
E essa, pueril, insana,
se corrompe por ilusão,
vende o peixe, vende a alma,
troça sua fé como um grão,
perde o senso, perde a calma,
só não perde a admiração
pelo que ainda não conhece.
sábado, 30 de outubro de 2010
Licença poética
Semana que vem começa o curso, para tirar licença poética. Conto, desde já, as horas, os minutos, os segundos, esperando a hora que poderei escrever o que quiser, e minhas palavras serão quem elas quiserem.
Tenho planejado construir várias coisas com minhas palavras, pensei em construir um mundo melhor, mas descobri que isso é clichê demais. Então decidi que vou plantar uma árvore e contruir em seus galhos uma casa de vidro, com porta que sai direto na lua.
Dizem que a prova é bem difícil, mas não estou apreensivo, tenho me preparado bastante, além do mais, já é a segunda vez que faço...
No mais, me desejem sorte, espero que da proxima vez que eu escrever um texto em prosa, já esteja com minha licença poética na mão.
Tenho planejado construir várias coisas com minhas palavras, pensei em construir um mundo melhor, mas descobri que isso é clichê demais. Então decidi que vou plantar uma árvore e contruir em seus galhos uma casa de vidro, com porta que sai direto na lua.
Dizem que a prova é bem difícil, mas não estou apreensivo, tenho me preparado bastante, além do mais, já é a segunda vez que faço...
No mais, me desejem sorte, espero que da proxima vez que eu escrever um texto em prosa, já esteja com minha licença poética na mão.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Enjeitado
Sumiço da submissão,
bem quisto antes,
hoje não.
Insisto em vão
que pereçam os valores
da Inquisição.
Em que sabores
se esconde a não-sensação?
E se de um não pensamento,
ao invés de um tormento,
e de perseguição, me deres alimento?
Insisto, sedento
de algum argumento,
que ores por mim.
Mesmo que sem,
o seu sentimento,
sem consentimento
para ser assim,
espero que entenda,
me surpreenda,
goste de mim.
bem quisto antes,
hoje não.
Insisto em vão
que pereçam os valores
da Inquisição.
Em que sabores
se esconde a não-sensação?
E se de um não pensamento,
ao invés de um tormento,
e de perseguição, me deres alimento?
Insisto, sedento
de algum argumento,
que ores por mim.
Mesmo que sem,
o seu sentimento,
sem consentimento
para ser assim,
espero que entenda,
me surpreenda,
goste de mim.
sábado, 16 de outubro de 2010
Tu-lirico
Seu gosto em minhas mãos,
suas asas em meus pés,
pesados tal que não,
conseguem alcançar a tez
macia e clara do teu rosto,
alçar vôo ao invés,
de parar e sentir teu gosto.
Mãos entrelaçadas,
olhos então vidrados,
palpitações aceleradas,
vasos dilatados,
vontades puncionadas.
Uma hora sei que falta assunto,
falta coragem, nao sei se consigo,
então te pergunto:
quer namorar comigo?
suas asas em meus pés,
pesados tal que não,
conseguem alcançar a tez
macia e clara do teu rosto,
alçar vôo ao invés,
de parar e sentir teu gosto.
Mãos entrelaçadas,
olhos então vidrados,
palpitações aceleradas,
vasos dilatados,
vontades puncionadas.
Uma hora sei que falta assunto,
falta coragem, nao sei se consigo,
então te pergunto:
quer namorar comigo?
sábado, 9 de outubro de 2010
Rei das memórias
Não posso, não sei,
não quero mais ser rei,
se errei não quero mais,
seguirei sem olhar pra trás,
meu reino, meu tempo
cegarei ao olhar,
colher o que trás o vento.
Cegarei ao olhar pra dentro.
Chegarei sem olhar,
sem saber o que alimento,
isento de me explorar,
saudades do sentimento,
sentindo saudoso,
aquele momento.
Sem nostalgia ou prendimento,
sem o que fora outro dia,
senhoria do meu lamento
me faça perder a memória
depois devolva meu tempo.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Sobressalto
Nada de lábios ou olhares,
e sim do perfume que de ti emana,
cheiros parecidos, são milhares,
já senti um essa semana,
e me virei com expectativas,
esperando te ver de novo,
memórias ainda bem vivas,
um aroma que ainda sorvo.
Mas ao olhar, quanta decepção,
a moça sequer sonhava
a minha desilusão,
enquanto ria e acenava
pensando que era pra ela,
meus pensamentos já soturnos,
meu sorriso que agora amarela,
viro e saio, taciturno,
enquanto meu dia se esfacela.
domingo, 26 de setembro de 2010
Veneno de Circe
Porcos chafurdando,
enganados pela contradição,
pela emoção e o instinto,
sinto muito, constituição.
Selvagens e pueris,
vis padrastos da alienação,
não mais acredito no que diz
o ditado da desilusão.
"Não lamento a coroa que perdi
Livrai-me deste corpo abominável.
Só aspiro, só peço a própria morte
Libertai-me da vida miserável."*
*Trecho do poema "Endimião", do poeta Keats.
enganados pela contradição,
pela emoção e o instinto,
sinto muito, constituição.
Selvagens e pueris,
vis padrastos da alienação,
não mais acredito no que diz
o ditado da desilusão.
"Não lamento a coroa que perdi
Livrai-me deste corpo abominável.
Só aspiro, só peço a própria morte
Libertai-me da vida miserável."*
*Trecho do poema "Endimião", do poeta Keats.
Prole
É por raiva, e por ódio,
ou ainda por puro desprezo,
ainda saio daqui,
de onde me vejo preso,
mesmo podendo ir
no lugar o qual desejo.
Já não tem o meu respeito,
já nao quero mais ser igual,
comigo perdeu todo o direito
de dizer o que é ilegal.
Comigo já nao tem jeito.
ou ainda por puro desprezo,
ainda saio daqui,
de onde me vejo preso,
mesmo podendo ir
no lugar o qual desejo.
Já não tem o meu respeito,
já nao quero mais ser igual,
comigo perdeu todo o direito
de dizer o que é ilegal.
Comigo já nao tem jeito.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Madrugada
Acordo sobressaltado,
mas aliviado suspiro,
quando te vejo ao meu lado.
Então eu passo os lábios
roçando no seu pescoço,
mãos hábeis deslizando
pela barriga e pelo dorso.
Meus dentes e sua orelha,
sempre atração fatal,
e com um sopro a centelha,
um pecado capital.
Você se vira e me abraça,
depois beija ternamente,
nossas pernas se entrelaçam,
outro olhar simplesmente,
que me faz sentir tranquilo
e me diz tudo que sente.
Me abraça e diz que ama.
Então acordo tristonho,
sozinho na minha cama,
tudo não passou de um sonho.
mas aliviado suspiro,
quando te vejo ao meu lado.
Então eu passo os lábios
roçando no seu pescoço,
mãos hábeis deslizando
pela barriga e pelo dorso.
Meus dentes e sua orelha,
sempre atração fatal,
e com um sopro a centelha,
um pecado capital.
Você se vira e me abraça,
depois beija ternamente,
nossas pernas se entrelaçam,
outro olhar simplesmente,
que me faz sentir tranquilo
e me diz tudo que sente.
Me abraça e diz que ama.
Então acordo tristonho,
sozinho na minha cama,
tudo não passou de um sonho.
Porta retrato
Ficou gravado no papel,
seu olhos e seu sorriso,
liso, solto, raro céu
que remete o paraíso.
Que faço eu então agora?
pra te arrancar daí?
me olhando e me ignora,
e o tempo todo sorri!
Espero que seja eterno,
pelo menos a fotografia
que guarda tal momento terno.
Olharemos pra ela um dia
e a saudade um inferno,
eterna melancolia.
Donzela
Te invejo pelo sumiço
da minha respiração,
não há mais tanto viço,
nem tanta sonhação,
já perdi até a conta
de quanta conta perdi
por esperar sua aparição.
Uma ponta de saudade
de ti, minha inspiração.
E quando vierem eles,
disputar por sua atenção,
em cortejos infindáveis
de presentes e bajulação,
te esperarei na saída,
com um sorriso e uma flor na mão.
da minha respiração,
não há mais tanto viço,
nem tanta sonhação,
já perdi até a conta
de quanta conta perdi
por esperar sua aparição.
Uma ponta de saudade
de ti, minha inspiração.
E quando vierem eles,
disputar por sua atenção,
em cortejos infindáveis
de presentes e bajulação,
te esperarei na saída,
com um sorriso e uma flor na mão.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Da janela vejo...
As poças que refletem o céu,
refletem tambem meu pensamento,
isento de qualquer vontade.
Um suspiro e um lamento,
por preferir sempre a verdade.
Penso longe, passa lento,
o tempo escorre pela cidade.
refletem tambem meu pensamento,
isento de qualquer vontade.
Um suspiro e um lamento,
por preferir sempre a verdade.
Penso longe, passa lento,
o tempo escorre pela cidade.
sábado, 18 de setembro de 2010
Pensamento
Sempre paro pra pensar
nas horas infelizes.
Sempre raro e devagar,
sem caneta e papel,
vindo de algum lugar
entre o inferno e o céu,
a entrecortar a inspiração.
Partilha com a ideia o véu
da sombria divagação
que sempre surge na cabeça,
antes de fazer qualquer coisa,
antes que tudo aconteça.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Virginiano
Mais que rio de desencanto,
e se encanto, um calafrio,
pois por pura insegurança,
que eu me rio, qual criança,
a ouvir seu desvario.
Se me perco, tu me achas,
se das achas, brasa queima,
queima meu peito em pedaços,
de tão pueril que me lembro
dos nossos momentos escassos.
E é essa criança inocente,
que teima em brincar de esperança,
cansa a cabeça da gente,
que só pensa em lembrança
e só lembra do que sente.
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