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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

We can work it out


Preciso agora de um novo poema
que sobreponha e supere o anterior
Que embora poeta de alma pequena
possuo um coração cheio de amor.

Pois bem mal disse
Briguei, desliguei-me
Desentendi-me pelo prazer de me desentender
com o ar, com a terra, com o céu e a chuva
Com você, meu desentendimento favorito
Minha falta de explicação
Minha desrazão
Meu estar feliz por estar errado
Meu lado ruim escancarado
Mas ainda assim amado.

Pedir desculpas, não vou
Ofendidos fomos, meu orgulho e eu
Só que não me importo tanto assim comigo
O orgulho é que me mata
Consome e corrói
Impede-me de ser feliz o tempo todo
a todo o tempo
Cansei-me de ficar aqui emburrado
sozinho e desolado
Esperando o seu orgulho ceder primeiro
Fazendo-me de coitado
e vítima do litígio.
Enquanto secretamente
escrevo esse poemeto de amor
apaixonado que sou.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Você


Então pensei em te escrever todos os dias
um poema apaixonado
Mas pudera! - não me sobra tempo
Se a todo tempo estou ao seu lado
Ainda que em pensamento
Nas noites quentes e madrugadas frias.
Para sempre, por favor se lembre
Teamo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cadê


Não tenho quaisquer palavras doces
para vocês
Frustrado, pensei em mal dizeres
mil
Então, olhei para mim aqui sozinho
E pensei na pessoa que afastei
assim
Por encher o coração de ódio
Ao invés de preencher com amor
E minhas tantas frases bonitas
e sinceras
Eu amo, tu me amas
nos amamos...

terça-feira, 29 de junho de 2010

e4 e5
Cf3 d6
Bc4 Bg4
Cc3 h6?
Cxe5! Bxd1??
Bxf7+ Re7
Cd5++

E ainda haverá quem duvide
da imensa poesia
alfanumérica do xadrez


sexta-feira, 18 de junho de 2010

O quinto poeta

Sou habitualmente um escrevedor de prosas
E também um homem que lá fora vive
Apenas terminando linhas e mais linhas subsequentes
Minha poesia se restringe à música cantarolada
Ao amor de meu amor
Não ao que faço
Definitivamente, não ao que sou

Sou leigo de rimas
Mas quase especialista em conectivos frasais
Para minhas longas e improdutivas teses
O grafite se inflama em meus dedos
Quando tudo podia ser dito em simples versos

Pontos finais, vírgulas e travessões
Uso de tudo que a gramática criou
Mas os homens não o percebem
Então, ficam encantados com um texto ou outro
Atribuem a mim um certo dom de escrever
Quando na verdade está tudo no regulamento
E na prática religiosa de suas leis.

Pois bem, poetas
Venho-lhes com a mais infantil intenção de atrapalhar
Obrigando-lhes a uma óbvia prosa
Nesses falsos versos
Pois meu reino é de outro blog
E minhas blasfêmias também

Poetas de Schrodinger
Nome estranho e um tanto ridículo
Tal qual sua mensagem subscrita
Mas deste instante em diante aqui escrevo
E me vendo entre escrevedores
Considero-me em família, e agora são a minha família
Tomo-lhes o brasão do quinto poeta
E me publico para o grande julgamento em praça pública.