Da penumbra sinto minha paz
que se desfaz e mente comigo
finge-se amigo mas esfaqueia
trago comigo uma singelidade
o luminar reflexivo me guia
é menor e mais belo aos olhos
lembra tristeza apesar da beleza
mostra-me paz quase intocável
sofro em perdão
choro por felicidade
nem sei se quero
mas quero! E quero.
O poeta não precisa estar vivo nem morto, ou que esteja os dois ao mesmo tempo.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Medo
Não consigo ver felicidade em meus olhos
nem tristeza em meu pensamento
tudo o que tive se foi, feito dor
nada mais além de labuta e tormento
sem noites de sono nem mais medos
estável intranquilo sem fé nem razão
sem paz nem perdão
sem triunfo nem glória
sangue nas mãos
medo
nem tristeza em meu pensamento
tudo o que tive se foi, feito dor
nada mais além de labuta e tormento
sem noites de sono nem mais medos
estável intranquilo sem fé nem razão
sem paz nem perdão
sem triunfo nem glória
sangue nas mãos
medo
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Aquebrantando
Olhos pelas fendas que se marginalizam
na infeliz avareza de um destino amargo
vida que me integra um sentimento nú
visão que acalenta um sentido crú
outros tempos tenho de outra era a vir
e que a casca apodreça sem fazer sentir
que os olhos suem lágrimas sem se congelar
que meus músculos ardam sem fazer chorar
doce o inferno vil que nem mais sofro
e triste céu que não desejei sem medo
céu de cortinas negras, muros impassáveis
onde verdade negada é o prazer da mentira
prefiro o inferno do conhecimento e da plenitude
me sangro em saber que dentro de mim guardo
gotas da felicidade que tive e nunca largo
nunca largo...
na infeliz avareza de um destino amargo
vida que me integra um sentimento nú
visão que acalenta um sentido crú
outros tempos tenho de outra era a vir
e que a casca apodreça sem fazer sentir
que os olhos suem lágrimas sem se congelar
que meus músculos ardam sem fazer chorar
doce o inferno vil que nem mais sofro
e triste céu que não desejei sem medo
céu de cortinas negras, muros impassáveis
onde verdade negada é o prazer da mentira
prefiro o inferno do conhecimento e da plenitude
me sangro em saber que dentro de mim guardo
gotas da felicidade que tive e nunca largo
nunca largo...
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Águas de verão
Do sal que por meus poros brota
da água que finge refrescar-me
inflige queimando a pele morta
que há de ainda me lacrimejar
O corte da faca que me sangra
cura-se com o sal-mar
marca quando o sol brilha
cicatriza o risco acompanhante
O sol que espera seu amor
alma gêmea que tarda a vir
não se mostra, nada ilumina
nada sua, quase nem existe
Há de vir
no aguardo choro meus poros
sob o tosto do mostrante
bravo, só, abstinente, esperante.
da água que finge refrescar-me
inflige queimando a pele morta
que há de ainda me lacrimejar
O corte da faca que me sangra
cura-se com o sal-mar
marca quando o sol brilha
cicatriza o risco acompanhante
O sol que espera seu amor
alma gêmea que tarda a vir
não se mostra, nada ilumina
nada sua, quase nem existe
Há de vir
no aguardo choro meus poros
sob o tosto do mostrante
bravo, só, abstinente, esperante.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Teima a fragilidade do cérebro
Meus olhos entreabertos queimam
pobre minh'alma delinqüente chora
vida suicida que quase morre
minha força sem luta se banha
meu amor que me lava a visão
minha fonte de inveja é o tempo
loucura encravada na carne do peito
me encarno em canções sem letra
deslizo dentre olhares descontentes
choro para lubrificar minha visão
rio sem pestanejar nem entender
sonho em pelado correr escondido
sou agora pobre de falas e rico de amor
tenho em meu coração loucuras
meu cérebro não se encoraja a sofrer
pobre minh'alma delinqüente chora
vida suicida que quase morre
minha força sem luta se banha
meu amor que me lava a visão
minha fonte de inveja é o tempo
loucura encravada na carne do peito
me encarno em canções sem letra
deslizo dentre olhares descontentes
choro para lubrificar minha visão
rio sem pestanejar nem entender
sonho em pelado correr escondido
sou agora pobre de falas e rico de amor
tenho em meu coração loucuras
meu cérebro não se encoraja a sofrer
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Voto
Falsa democracia
mentira cantada em carros de som
podre ideologia
Dinheiro e poder é o sonho bom
Poder que não merecia
Nada resolve, nada melhora
nada auxilia, nunca sincero
nunca, nunca sentiu o estômago estralar
Mente o debate que jura apoiar
Mente sobre democracia
manipula toda a verdade
impõe a necessidade do voto
obriga aos que não sabem e não querem saber a chance de sentirem a imoralidade da pressão e da lavagem cerebral que os porcos vomitam na sociedade que teme a mudança, teme o progresso, chora de fome e não sai de casa pra comprar comida.
Choro meu pranto em silencio
meu acalento é minha força
meu sofrimento é minha revolta
sei que se mato sou visto com maus olhos
ou vêem o mau em meus olhos...
Triste sociedade de morredores e matadores
todos sofredores...
mentira cantada em carros de som
podre ideologia
Dinheiro e poder é o sonho bom
Poder que não merecia
Nada resolve, nada melhora
nada auxilia, nunca sincero
nunca, nunca sentiu o estômago estralar
Mente o debate que jura apoiar
Mente sobre democracia
manipula toda a verdade
impõe a necessidade do voto
obriga aos que não sabem e não querem saber a chance de sentirem a imoralidade da pressão e da lavagem cerebral que os porcos vomitam na sociedade que teme a mudança, teme o progresso, chora de fome e não sai de casa pra comprar comida.
Choro meu pranto em silencio
meu acalento é minha força
meu sofrimento é minha revolta
sei que se mato sou visto com maus olhos
ou vêem o mau em meus olhos...
Triste sociedade de morredores e matadores
todos sofredores...
Pobre inverdade
Triste, choro uma gota de amor
O pranto das nuvens me molha
Perco qualquer voz sem sabor
O raio do sol não me olha
Vige em mim a marca do labor
Morre antes do ventre o fruto
Maldita força nunca gera calor
Nunca sonhou, nunca viveu
Morre antes de sentir
Sofre antes de nascer
Em vezes nem nasce
Quando nasce é sem vontade
Gritos e vozes ecoam pela mente
Mente que mente quando pensa
Quando pensa, pois não pensa
Se pensa é a mentira que ama
Se ama é por falsa verdade
Falsa verdade
Falsidade
O pranto das nuvens me molha
Perco qualquer voz sem sabor
O raio do sol não me olha
Vige em mim a marca do labor
Morre antes do ventre o fruto
Maldita força nunca gera calor
Nunca sonhou, nunca viveu
Morre antes de sentir
Sofre antes de nascer
Em vezes nem nasce
Quando nasce é sem vontade
Gritos e vozes ecoam pela mente
Mente que mente quando pensa
Quando pensa, pois não pensa
Se pensa é a mentira que ama
Se ama é por falsa verdade
Falsa verdade
Falsidade
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Sonar de um pensamento já fora da escuridão
Desvendo mistérios bem temidos
descanso em lugares escondidos
brindo com as palavras porcas
banho-me em linguagens mortas
Decido por gritar silenciado
sou louco e podre sem pensar
sou pobre e vívido sem notar
dedicado inútil ao deleitado
Pobres meus fracos pensares
vivem subnutridos de sobras
choro-me em lágrimas falsas
Como poeta sou falso amante
mesmo amante sou quem mente
minto o mérito desmotivante
descanso em lugares escondidos
brindo com as palavras porcas
banho-me em linguagens mortas
Decido por gritar silenciado
sou louco e podre sem pensar
sou pobre e vívido sem notar
dedicado inútil ao deleitado
Pobres meus fracos pensares
vivem subnutridos de sobras
choro-me em lágrimas falsas
Como poeta sou falso amante
mesmo amante sou quem mente
minto o mérito desmotivante
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
deplorado ao deleite
enfastiado de circular desorientado
despido, aos trapos, sem vida
sofrendo por uns dois dias a mais
da vida que não é mesmo minha
destarte, de um suspiro à lágrima
do tormento ao motejo pérfido
canto num canto qualquer e nunca encanto
deploro-me no desejo de um deleite
finjo a uma felicidade forjada
mais motejo ao meu mundo manhoso.
despido, aos trapos, sem vida
sofrendo por uns dois dias a mais
da vida que não é mesmo minha
destarte, de um suspiro à lágrima
do tormento ao motejo pérfido
canto num canto qualquer e nunca encanto
deploro-me no desejo de um deleite
finjo a uma felicidade forjada
mais motejo ao meu mundo manhoso.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Falso poeta
um poeta de pobre vernáculo
que copia da falsa cópia
apenas obras de nunca óperas
nunca cantadas nem deleitadas
nunca sentidas, nunca choradas
Pobre do falso poeta
que é cópia do falso veneno
que nunca intimida nem ama
não faz amor nem por deleite
não ama, não mata
Sofrimento derramado
espalhado sem pudor ou dor
sem fluência nem boas lágrimas
nem arrepia, não delicia
que copia da falsa cópia
apenas obras de nunca óperas
nunca cantadas nem deleitadas
nunca sentidas, nunca choradas
Pobre do falso poeta
que é cópia do falso veneno
que nunca intimida nem ama
não faz amor nem por deleite
não ama, não mata
Sofrimento derramado
espalhado sem pudor ou dor
sem fluência nem boas lágrimas
nem arrepia, não delicia
terça-feira, 10 de agosto de 2010
um riso perdido
Dedos que se calam
a nota nem nota que não é notada
nada se toca senão a vida
nem mais existe o tom do som
um violão desafinado
cordas quase rachadas
sorte quase perdida
sonhos quase matados
a morte em meus ouvidos toca
a musica que morre
o som que deixa de existir
o desespero que se cala
deixo de esperar e espero
canso de sentir-me no espelho
minha barba por fazer já é desleixo
meu rosto se esconde
não mais aqui fico
nem sei aonde
nem as pernas estico
não ando e corro
não canso e morro
meu suor é meu próprio sangue
de olhos fechados
sem perceber
de meus poros brotam uma lágrima doce
a nota nem nota que não é notada
nada se toca senão a vida
nem mais existe o tom do som
um violão desafinado
cordas quase rachadas
sorte quase perdida
sonhos quase matados
a morte em meus ouvidos toca
a musica que morre
o som que deixa de existir
o desespero que se cala
deixo de esperar e espero
canso de sentir-me no espelho
minha barba por fazer já é desleixo
meu rosto se esconde
não mais aqui fico
nem sei aonde
nem as pernas estico
não ando e corro
não canso e morro
meu suor é meu próprio sangue
de olhos fechados
sem perceber
de meus poros brotam uma lágrima doce
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Dedos de lágrimas
Desgraça de amargura percebida no peito
sigo sem rumo e sem chão a qualquer lugar
sempre em frente sem abrir os olhos
mesmo que eu busque meu lugar perfeito
sofro a luxúria do sentido de amar
com o corpo aberto e a mente fechada
meio em canto comum com as mesmas ideias
sem ideal, sem ser real
mentindo pra mim até sobre mim
quando canto ou corro, sinto
quando fico e choro, sofro
não sou eu quando me escrevo
nem quem sou não me quer ser
no sofrimento de meus dedos
grito antitético noutro canto
sigo sem rumo e sem chão a qualquer lugar
sempre em frente sem abrir os olhos
mesmo que eu busque meu lugar perfeito
sofro a luxúria do sentido de amar
com o corpo aberto e a mente fechada
meio em canto comum com as mesmas ideias
sem ideal, sem ser real
mentindo pra mim até sobre mim
quando canto ou corro, sinto
quando fico e choro, sofro
não sou eu quando me escrevo
nem quem sou não me quer ser
no sofrimento de meus dedos
grito antitético noutro canto
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Durmo o medo meu
sopro que nem resfria nem me aquece
morre na pele o tato sem sentido
sem gelo seco nem fogo ardente
sem agonia nem bater de dentes
Fala calada que ouço o inaudito
Riso cantado sem nota nem tom
Por um sussurro grito por dentro
num respirar sinto alivio bom
Canto num canto sem voz
Sem vez aquieto-me só
Medo meu de um sono profundo
de num canto não mais me ouvir cantar
morre na pele o tato sem sentido
sem gelo seco nem fogo ardente
sem agonia nem bater de dentes
Fala calada que ouço o inaudito
Riso cantado sem nota nem tom
Por um sussurro grito por dentro
num respirar sinto alivio bom
Canto num canto sem voz
Sem vez aquieto-me só
Medo meu de um sono profundo
de num canto não mais me ouvir cantar
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Trânsito
Via marginal, asfalto ardente
pressa matinal, eu imprudente
louco confiante, meio infrator
teimoso, mato e morro sem amor
adiante meu sangue se escorre
pneus espalham meu derrame
dou um trauma por um traumatismo
quem me vê agora, não dorme
Sangue meu por valetas se escorrendo
meu corpo agora sem vida
mal percebe o asfalto que o queima
minha vida agora sem corpo
meu corpo ao deleite de meu sangue
não mais se incomoda
nada sente de dor ou prazer
apenas morre...
pressa matinal, eu imprudente
louco confiante, meio infrator
teimoso, mato e morro sem amor
adiante meu sangue se escorre
pneus espalham meu derrame
dou um trauma por um traumatismo
quem me vê agora, não dorme
Sangue meu por valetas se escorrendo
meu corpo agora sem vida
mal percebe o asfalto que o queima
minha vida agora sem corpo
meu corpo ao deleite de meu sangue
não mais se incomoda
nada sente de dor ou prazer
apenas morre...
terça-feira, 29 de junho de 2010
Indigente
Entornado em poções de desamor
do suor que de meus poros brota após dor
em minh'alma um puro gosto sem sabor
vida minha, eterno marco de labor
crescendo em campos destoados
sofrendo o escampo ensolarado
na mísera morte vem o corvo
que chora à espreita pelo corpo
vivenda despojada
improdutiva carente
vida minha obstinada
pobre, sou indigente
na noite um acalento
vejo meu sonho opulento
a morte me enobrece
minha dor quase desaparece
do suor que de meus poros brota após dor
em minh'alma um puro gosto sem sabor
vida minha, eterno marco de labor
crescendo em campos destoados
sofrendo o escampo ensolarado
na mísera morte vem o corvo
que chora à espreita pelo corpo
vivenda despojada
improdutiva carente
vida minha obstinada
pobre, sou indigente
na noite um acalento
vejo meu sonho opulento
a morte me enobrece
minha dor quase desaparece
terça-feira, 22 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
lágrima de sol
Em morte ao cansaço
sem vida sem sorte
vibrando a saída
vivendo a despedida
querida e sonhada
desejada e sofrida
quase mato a madrugada
meio durmo o dia morto
muito choro ao meio dia
e de prazer à meia noite
cresço na mesma altura
morro e ainda vivo
corro e ainda morro
vivo correndo da morte
morta minha vida
viva minha morte
corro com a vida
morro quando corro
corro
vivo
morro
sem vida sem sorte
vibrando a saída
vivendo a despedida
querida e sonhada
desejada e sofrida
quase mato a madrugada
meio durmo o dia morto
muito choro ao meio dia
e de prazer à meia noite
cresço na mesma altura
morro e ainda vivo
corro e ainda morro
vivo correndo da morte
morta minha vida
viva minha morte
corro com a vida
morro quando corro
corro
vivo
morro
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Juízo de imparcialidade
Há de se interpretar
sem rol taxativo de fato
da razão meus olhos desato
sei não ser sensato
sem ser real nem parcial
pode minh'alma impetrar
em termos gerais obstar
a sentir o moral sentido
sem prejuízo ao temor
calo meus olhos da dor
com poder para ser
dou de presente o vencer
mascarada a vergonha que sinto
resguardo e nunca desminto
por triste que sou eterno pecado
muito sinto o monstro ao meu lado
sem rol taxativo de fato
da razão meus olhos desato
sei não ser sensato
sem ser real nem parcial
pode minh'alma impetrar
em termos gerais obstar
a sentir o moral sentido
sem prejuízo ao temor
calo meus olhos da dor
com poder para ser
dou de presente o vencer
mascarada a vergonha que sinto
resguardo e nunca desminto
por triste que sou eterno pecado
muito sinto o monstro ao meu lado
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Filmes que me marcam
Arrecado sorrisos mortos
arranco sofrimento falso
faço chorar minhas lágrimas
faço rolar meu sangue em veias
sinto o pulsar de meu peito
choro sem perceber
triste de quem comigo não sente
aos prantos e gargalhadas
sofro e amo por migalhas
cresço e volto a ser criança
nostálgico volto a chorar
e outra vez, por medo, sorrir
de um susto volto a mim
com os olhos entre dedos
quase não olho
quase me molho
desligo a tv
agora posso dormir...
arranco sofrimento falso
faço chorar minhas lágrimas
faço rolar meu sangue em veias
sinto o pulsar de meu peito
choro sem perceber
triste de quem comigo não sente
aos prantos e gargalhadas
sofro e amo por migalhas
cresço e volto a ser criança
nostálgico volto a chorar
e outra vez, por medo, sorrir
de um susto volto a mim
com os olhos entre dedos
quase não olho
quase me molho
desligo a tv
agora posso dormir...
suicido da morte pra sentir a vida
Quando corro não chuto
quando chuto giro
quando pulo sempre volto
quando caio só, levanto
quando calo me lamento
quero colo pra dormir
quero água pra ter frio
quero vento pra sentir
quero algo que sumiu
quero vida pra gastar
quem me disse pra sonhar?
quem chorou à beira do abismo?
alguém viu alguma lágrima rolar?
alguém sentiu algum coração bater?
quando chuto giro
quando pulo sempre volto
quando caio só, levanto
quando calo me lamento
quero colo pra dormir
quero água pra ter frio
quero vento pra sentir
quero algo que sumiu
quero vida pra gastar
quem me disse pra sonhar?
quem chorou à beira do abismo?
alguém viu alguma lágrima rolar?
alguém sentiu algum coração bater?
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